A atualidade de Garaudy

Em seu livro Deus É Necessário? (Avons-nous Besoin de Dieu?), escrito em 1992, o filósofo francês Roger Garaudy, ex-católico e ex-comunista, falecido em 13 de junho deste ano (2012), critica a ambição de poder que tem caracterizado a história da humanidade ao longo dos séculos. Como exemplo, cita a transformação de algumas nações em imperialismos concentradores da riqueza mundial, em detrimento de outras, subjugadas, dominadas e exploradas. Na época em que finalizou a obra, Garaudy já antevia o estágio em que o capitalismo selvagem, agora travestido sob a denominação mais “suave” de liberalismo (ou neoliberalismo), haveria de transformar a humanidade, como parte da estratégia de se constituir em um sistema dominante e vencedor. O estágio seria o do embrutecimento e o da insensibilidade provocados pelo avanço da tecnologia, sobretudo da internet.
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Felicidade, por Sergio Vaz (II)

O Acaso é uma grande armadilha e destrói os sonhos fracos de pessoas que se acham fortes. Não passar do tempo e nem chegar antes. Preparar o corpo, o espírito, estudar o tempo o espaço. Não ser escravo de nenhum dos dois. Observar as coisas que interferem no seu dia e na sua noite. E saber entender que há aqueles sem sol e sem estrelas e que a vida não deve parar só por isso.

Ser gentil com as pessoas e consigo mesmo. E gentileza não tem nada a ver com fraqueza, pois, assim como um bom espadachim, é preciso ter elegância para ferir seus adversários. O que adianta uma boca grande e um coração pequeno? Nunca diga que faz, se não o faz. Ame o teu ofício como uma religião, respeite suas convicções e as pratique de verdade, mesmo quando não tiver ninguém olhando. Milagres acontecem quando a gente vai à luta. (Trecho do texto publicado na edição de julho da revista Caros Amigos)

Felicidade, por Sergio Vaz (I)

Pratique esportes como arremesso de olhar, beijo na boca, poema no ouvido dos outros, andar de mãos dadas com a pessoa amada, respirar o espaço alheio, abraçar sonhos impossíveis e elogios à distância. E, em hipótese alguma, tente chegar em primeiro. Chegar junto é melhor, até porque, o universo não distribui medalhas nem troféus.

Respeite as crianças, todas, inclusive aquela esquecida na sua memória. Sem crianças não há razão nenhuma para se acreditar num mundo melhor. As crianças não são o futuro, elas são o presente, e se ainda não aprendemos com isso, somos nós, os adultos, é que tiramos zero na escola. (Trecho do texto publicado na edição de julho da revista Caros Amigos)