No trânsito II: Elas também erram

Toda a mulher agressiva ao volante, imitando o que há de pior nos homens, fica feia em todos os sentidos. Não tenho receio de ser tachado de “machista” ou “politicamente incorreto”, quando afirmo que mulheres são diferentes dos homens ao volante. Nem melhores, nem piores, mas diferentes.

Anos de observação no trânsito mostraram-me que algumas mulheres são cuidadosas ao dirigir – às vezes tanto, que atrapalham. Mas, para boa parte delas, parece que dirigir resume-se a dois movimentos: acelerar e frear. Dão fechadas, não sinalizam quando pretendem mudar de direção, buzinam freneticamente e por qualquer coisa e andam na contramão (só para ter de evitar dar uma volta maior). É o que elas chamam de “jeitinho”.

Os homens, definitivamente, são mais agressivos consciente e descaradamente. Gostam de provocar e reagem agressivamente se são desafiados. Em geral, vão até às vias de fato, o que, muitas vezes, resulta em agressões, mortes e ferimentos. Não vou negar que já me irritei no trânsito. Nesses casos, grito como um Tarzan com os vidros do carro fechados e dou um jeito de amansar o homem primitivo que há em nós. Há sempre mantras indianos no CD player.

Mulheres estressadas ou “com problemas” correm pelo acostamento, falam ao celular, raramente cedem a vez, raramente sorriem e acabam tachadas pelos machistas de “mal-amadas”. Quem discordar de mim pode alegar mil razões e argumentos – e alguns podem até me convencer. Mas o mais grave é que, independentemente do sexo ou temperamento, o trânsito continua matando, de forma estúpida, no Brasil.

Autor: Rui Pizarro

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