No fundo dos mares, um pedaço do passado

Na globalização, naufragam sonhos e certezas
Na globalização, naufragam sonhos e certezas

Navegando por aí, encontrei um curto mas belo texto sobre naufrágios. No caso específico, naufrágios de caravelas portuguesas perto do Brasil ou já na baía da Guanabara. E, navegando mais além, descobri que o tempo da globalização é o dos naufrágios; dos nossos sonhos e certezas que afundam. Muitas vezes, chegamos sãos e salvos às praias, mas queimamos as caravelas para não voltar ao que éramos.

Cada naufrágio, real ou simbólico, guarda no fundo dos mares um pedaço do passado. O carregamento mostra a economia da época (a nossa riqueza interior); o tipo de embarcação retrata a tecnologia usada (como nos comportávamos). Já a recomposição do acidente revela o drama da tripulação derrotada por ventos, tormentas, epidemias, arrecifes, explosões e combates. Ou seja, a histórias de vidas.

Bem-vindos a este refúgio de náufragos.

Autor: Rui Pizarro

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